Thursday, June 22, 2006

EDGAR MORIN - O Pensamento Complexo

Complexus - o que foi tecido junto


O pensamento complexo vê o mundo como um todo indissociável e propõe uma abordagem multidisciplinar para a construção do conhecimento. Contrapõe-se à causalidade por abordar os fenômenos de modo transdisciplinar, como totalidade orgânica. Propõe a mudança de paradigma.

Para Edgar Morin (2002), o princípio de redução, que até meados do século XX imperava na maioria das ciências, limitava o conhecimento do todo ao conhecimento das partes, levando a restringir o complexo ao simples.

Segundo Morin, o humano tem a disposição mental natural de contextualizar e globalizar. Ele afirma que a inteligência parcelada compartimentada, mecanicista, disjuntiva e reducionista rompe o complexo do mundo em fragmentos disjuntos, separa o que está unido e torna unidimensional o multidimencional.

O autor, afirma que a educação, ensinou a separar, compartimentar, isolar, e não a unir os conhecimentos. Tal disjunção, destrói, no embrião, as possibilidades de reflexão e compreensão multidimensional dos problemas.

O recorte em disciplinas, impossibilita apreender o que está tecido junto, o complexo.

Hipertexto


"É UM CONJUNTO DE NÓS POR CONEXÕES. OS NÓS PODEM SER PALAVRAS, PÁGINAS, IMAGENS, GRÁFICOS, OU PARTE DE GRÁFICOS, SEQUÊNCIAS SONORAS, DOCUMENTOS COMPLEXOS QUE ELES MESMOS PODEM SER HIPERTEXTOS. NAVEGAR EM UM HIPERTEXTO SIGNIFICA, PORTANTO, DESENHAR UM PERCURSO EM UMA REDE QUE PODE SER TÃO COMPLICADA QUANTO POSSÍVEL. PORQUE CADA NÓ PODE POR SUA VEZ, CONTER UMA REDE INTEIRA." (LÉVY, 1993 p.33)

" O hipertexto é um texto com conexões. Não é uma idéia nova. Cada vez que se escreve e se acrescenta referências, notas de rodapé, índice, implica que o leitor não precisa fazer uma leitura linear, Podendo seguir o que mais gosta". (MARTÍNEZ)










4 Comments:

At 6:10 PM, Blogger ELER said...

Marcia,

O livro que falei é este
http://www.planetanews.com/produto/L/69254.

Bjo

Denise

 
At 3:42 PM, Blogger APROCULT - Apropriação da Cultura Tecnológica said...

Discordo do Martinez, pois fazer referências, notas de rodapé, índice, não implica em fazer links altamente velozes, imateriais, com mobilidade de centro e aterritoriais. Portanto, a idéia do hipertexto, para mim, é nova e bem diferente do que até tínhamos.
E Você, concorda?
Bejos Juliana

 
At 3:53 PM, Blogger APROCULT - Apropriação da Cultura Tecnológica said...

Seres humanos,
pessoas daqui e de toda parte,
vocês que são arrastados no grande movimento da desterritorialização,
vocês que são enxertados no hipercorpo da humanidade
e cuja pulsação ecoa as gigantescas pulsações deste hipercorpo,
vocês que pensam reunidos e dispersos entre o hipercórtex das nações,
vocês que vivem capturados, esquartejados,
nesse imenso acontecimento do mundo que não cessa de voltar a si e de recriar-se,
vocês que são jogados vivos no virtual,
vocês que são pegos nesse enorme salto que nossa espécie efetua em direção à nascente do fluxo do ser,
sim,
no núcleo mesmo desse estranho turbilhão
vocês estão em sua casa.
Bem-vindos à nova morada do gênero humano.
Bem-vindos aos caminhos do virtual!
Lévy

Um abraço, bem apertado. Juliana

 
At 4:00 PM, Blogger APROCULT - Apropriação da Cultura Tecnológica said...

Hipertexto.
Provavelmente, a primeira descrição da idéia de hipertexto apareceu em 1945, quando Vannevar Bush escreveu um artigo na The Atlantic Monthly, com o título de "As We May Think", sobre um mecanismo futurístico chamado de "Memex". Ele descreveu esse mecanismo como eletronicamente ligado a uma biblioteca e capaz de mostrar livros e filmes da mesma, além de automaticamente seguir referências destes para outros trabalhos referenciados.
O Memex, entretanto, oferecia mais do que simplesmente referenciar informação para o usuário. Ele era tanto uma ferramenta para seguir esses elos como estabelecê-los. A tecnologia usada teria que ser uma combinação de controles eletromecânicos e câmeras e leitores de microfilme, todos integrados em uma grande mesa. A maior parte da biblioteca de microfilme estaria contida na própria mesa com a opção de adicionar ou remover rolos de microfilme à vontade. A mesa poderia também ser usada sem a criação de referências, apenas para gerar informação em microfilme, filmando documentos em papel ou com o uso de uma tela translúcida sensível ao toque. De certa forma, o Memex era mais do que uma máquina hipertexto. Era precursor do moderno computador pessoal embora baseado em microfilme. O artigo de Novembro de 1945 da revista Life que mostrava as primeiras ilustrações de como a mesa do Memex podia ser, mostrava também ilustrações de uma câmera montada na cabeça, que o cientista podia usar enquanto fazia experiências, e de uma máquina de escrever capaz de reconhecimento de voz e de leitura de texto por sintetização de voz. Juntass, essas máquinas formavam o Memex, provavelmente, a descrição prática mais antiga do que é chamado hoje o Escritório do Futuro.

O cientista de computação Theodor Nelson criou o termo "hipertexto" em 1965. O trabalho de Ted Nelson e muitos outros sistemas pioneiros de hipetexto com o "NLS" de Douglas Engelbart e o HyperCard, incluído no Apple Macintosh, foram rapidamente suplantados em popularidade pela World Wide Web de Tim Berners-Lee, embora faltasse à mesma muitas das características desses sistemas mais antigos como links tipados, transclusão e controle de versão.

Beijos, Juliana

 

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